Esta crônica é de minha amiga Edjane Mathias e foi publicada no jornal Roraima Hoje do dia 16 de janeiro de 2008.
Enfim, pai !
Meu amigo “pémon” sempre dizia que casar e ter filhos não estavam em seus planos. E olha que ele nunca deixou de ter namorada!
Considerando os fatores eu sempre dizia pra ele: “Não cospe pra cima que cai na cara!” Ou então: “Esperas e verás!”Um dia ele me chegou com um cálculo terrível: “ – Se eu tivesse um filho hoje (isso foi mais ou menos em novembro de 2006), eu gastaria com ele desde o nascimento até ele completar 18 anos, cerca de R$ 518 mil só com o básico.
Perguntem pra ele qual foi o cálculo que ele usou, porque eu não sei…Aí eu disse pra ele:- A coisa não é tão simples assim!…Mas, ele insistiu em continuar dizendo:“… e vou cobrar dele cada centavo que gastei!”.
Mesmo insistindo em dizer pra ele que aquilo era ilusório e que ele pagaria pela língua, fiquei cá pensando com meus botões: “Coitado! Não tem nem a mínima idéia do que é ser pai!”.
E, realmente não tem mesmo. Nesta época meu lindo baby Julianinho ainda estava por completar seus 3 aninhos. Então dizer que não me faltava experiência para dizer alguma coisa, fora de cogitação!
Mais uma vez tentei convencê-lo de que ele estava analisando as coisas de um modo errado e só quando ele tivesse um filho de verdade seria capaz de compreender isso. Mas, o “pémon” não aceitaria as coisas assim, afinal, “mão de vaca” como sempre, não mesmo!
Tudo bem, quem sou eu pra ir contra a natureza do ser humano!O “x” da questão é que, em 2007 resolvo ter mais um baby, fechar a conta e passar a régua, e eis que pouco antes de me ausentar da nossa tão estimada Assessoria descubro que o “bendito” vai ser papai e estava escondendo o jogo de todos! No exato momento lembrei-me do: “Aqui se faz, aqui se paga”. No caso dele, pela língua.
E hoje, praticamente dois anos depois de tais lamúrias e questionamentos sobre o tempo que (eu) passaria de licença (maternidade), a criatura (que agora é pai) vem me argumentar: “ O quê?! Só tenho direito a isso! (referindo-se aos dias da licença paternidade). Não pude me conter:- “Agora você vai entender porque tantas lamúrias e reclamações fiz a você desde quando o meu primeiro herdeiro chegou ao mundo. Agora você vai entender as mulheres!”
Só uma mensagem final: Pemonzito querido, te prepara pois, tua jornada paterna está apenas começando!E Olha que esta não é tarefa para qualquer um!
Minha crônica é uma homenagem ao meu estimado amigo Edgar Borges, mas que sirva para todos os pais, ou futuros.