Dizem que o indiozinho parece comigo. Deve ser o sangue forte do índio velho. Mas também pode ser que não. Afinal, sempre há quem pergunte da índia Zanny se ela é minha irmã. Isso pode ser um sinal de que somos semelhantemente bonitos ou feios. Na dúvida e por conta de uma boa auto-estima, fico com a hipótese da beleza. Quando elogiam o charme do moleque, como o gentleman que sou, digo que puxou à mãe. Assim, qualquer coisa, a responsável é ela.
Mas retornemos: o moleque parece comigo fisicamente. Já no humor, é a cara da mãe. Afinal, só a índia velha para acordar sorrindo todos os dias. E o neném tem essa mania também. Começa a se mexer, faz uns barulhos estranhos, pisca e ao ver um dos pais ou a irmã, abre o sorriso banguela e o olhinho puxado fica ainda mais japonês que o normal.
Aliás, o curumim tem um bonezinho que deixa ele com a cara de um mafioso vietnamita. Ok, para não parecer preconceituoso, mafioso asiático, daqueles que contrabandeiam preciosidades históricas, fumam ópio, torturam seus inimigos e compram presentes caros para seus filhos e amantes.
P.S.: Ainda bem que não levo à sério a teoria do “pense-que-o-universo-trará-isso-para-você” do livro O Segredo. Já pensou se o moleque vira asiático, compra um boné, transforma-se no maior mafioso do Vietnã e tem quem enfrentar os mocinhos dos filmes de Hollywood que vão encará-lo para salvar o mundo?

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